
O câncer colorretal é uma neoplasia maligna que afeta o intestino grosso e/ou o reto, acometendo a parede intestinal, e que dependendo do grau de invasão desta, pode comprometer outros órgãos, quer diretamente, quer através de metástases. Este tipo de câncer é um dos mais freqüentes, e em geral está relacionado ao sedentarismo, obesidade, tabagismo, história familiar de câncer colorretal, predisposição genética, à dieta rica em carnes vermelhas, e possivelmente, à dieta pobre em fibras.
Este tipo de câncer abrange tumores em todo o cólon, reto, e apêndice. Aproximadamente 655 mil pessoas por ano morrem por causa deste tipo de câncer, sendo a terceira forma de câncer mais comum e a segunda maior causa de morte no mundo ocidental. Acredita-se que muitos tumores originam-se de pólipos no cólon adenomatosos. Tais pólipos são geralmente benignos, mas podem desenvolver-se em tumores malignos com o tempo. Na maioria das vezes, o diagnóstico de câncer colorretal é feito através de colonoscopia.
O tratamento consiste na retirada do tumor, que pode ser endoscópica (colonoscopia) ou cirúrgica. A ressecção endoscópica é realizada nos casos iniciais do câncer, ou seja, naqueles em que não houve o comprometimento mais profundo da parede do intestino. Nos casos cirúrgicos, o segmento intestinal comprometido é ressecado, e o trânsito intestinal reconstruído, sempre que possível. Além disso, pode haver a necessidade de tratamento complementar com quimioterapia e radioterapia, que são indicados antes ou após a cirurgia, e nos casos mais avançados, para que se evitem ou se tratem as lesões metastáticas.
domingo, 30 de maio de 2010
Câncer Intestinal
Câncer de Próstata
Câncer de Próstata
Epidemiologia
O aumento observado nas taxas de incidência pode ser parcialmente justificado pela evolução dos métodos diagnósticos, pela melhoria na qualidade dos sistemas de informação do país e pelo aumento na expectativa de vida do brasileiro.
Na maioria dos casos, o tumor apresenta um crescimento lento, de longo tempo de duplicação, levando cerca de 15 anos para atingir 1 cm³ e acometendo homens acima de 50 anos de idade.
Fatores de Risco
Assim como em outros cânceres, a idade é um fator de risco importante, ganhando um significado especial no câncer da próstata, uma vez que tanto a incidência como a mortalidade aumentam exponencialmente após a idade de 50 anos.
História familiar de pai ou irmão com câncer da próstata antes dos 60 anos de idade pode aumentar o risco de câncer em 3 a 10 vezes em relação à população em geral, podendo refletir tanto fatores hereditários quanto hábitos alimentares ou estilo de vida de risco de algumas famílias.
A influência que a dieta pode exercer sobre a gênese do câncer ainda é incerta, não sendo conhecidos os exatos componentes ou através de quais mecanismos estes poderiam estar influenciando o desenvolvimento do câncer da próstata. Contudo, já está comprovado que uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais, e com menos gordura, principalmente as de origem animal, não só pode ajudar a diminuir o risco de câncer, como também de outras doenças crônicas não transmissíveis.
Sintomas
O Câncer da próstata em sua fase inicial tem uma evolução silenciosa. Muitos pacientes não apresentam nenhum sintoma ou, quando apresentam, são semelhantes ao crescimento benigno da próstata (dificuldade miccional, freqüência urinária aumentada durante o dia ou a noite). Uma fase avançada da doença pode ser caracterizada por um quadro de dor óssea, sintomas urinários ou, quando mais grave, como infecções generalizadas ou insuficiência renal.
Câncer de Boca

O câncer de boca é uma denominação que inclui os cânceres de lábio e de cavidade oral (mucosa bucal, gengivas, palato duro, língua oral e assoalho da boca). O câncer de lábio é mais freqüente em pessoas brancas, e registra maior ocorrência no lábio inferior em relação ao superior. O câncer em outras regiões da boca acomete principalmente tabagistas e os riscos aumentam quando o tabagista é também alcoólatra.
Fatores de Risco:
Os fatores que podem levar ao câncer de boca são idade superior a 40 anos, vício de fumar cachimbos e cigarros, consumo de álcool, má higiene bucal e uso de próteses dentárias mal-ajustadas.
Sintomas:
O principal sintoma deste tipo de câncer é o aparecimento de feridas na boca que não cicatrizam em uma semana. Outros sintomas são ulcerações superficiais, com menos de 2 cm de diâmetro, indolores (podendo sangrar ou não) e manchas esbranquiçadas ou avermelhadas nos lábios ou na mucosa bucal. Dificuldade para falar, mastigar e engolir, além de emagrecimento acentuado, dor e presença de linfadenomegalia cervical (caroço no pescoço) são sinais de câncer de boca em estágio avançado.
Câncer de pulmão ou cancro do pulmão

Câncer de pulmão ou cancro do pulmão são a expansão e transformação maligna do tecido pulmonar. É o tipo mais letal de câncer/cancro no mundo todo, responsável por 1,2 milhões de mortes anualmente. É causado principalmente pelo hábito de fumar cigarro, e afeta homens predominantemente, mas o número de câncer de pulmão em mulheres vem aumentando em decorrência do aumento do tabagismo. Entretanto, algumas pessoas que nunca fumaram sofrem de câncer de pulmão.
Pesquisas atuais indicam que o fator com o maior impacto no risco de se ter um câncer de pulmão é a exposição em longo prazo de carcinógenos. O termo carcinógeno refere-se a qualquer forma de substância ou radiação que é um agente que promove ou tem envolvimento direto com a facilitação do câncer ou instabilidade genômica devido à destruição das mudanças metabólicas celulares. O meio mais comum de exposição aos carcinógenos é o tabagismo.
Neoplasia
Neoplasia (neo = novo + plasia = formação) é o termo que designa alterações celulares que acarretam um crescimento exagerado destas células, ou seja, proliferação celular anormal, sem controle e autonomia, na qual reduzem ou perdem a capacidade de se diferenciar, em consequência de mudanças nos genes que regulam o crescimento e a diferenciação celulares. A neoplasia pode ser maligna ou benigna.
Malignos
* Exemplos de neoplasia maligna:
o Adenocarcinoma
o Carcinoma de células escamosas (tecidos epitelial ou conjuntivo)
o Carcinoma broncogênico
o Teratoma maligno
Benignos
* Exemplos de neoplasia benigna:
o Lipoma
o Adenoma
o Teratoma benigna
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Gravidez aumenta risco de HIV

Um homem tem o dobro das possibilidades de ser infectado com o vírus da sida se a sua parceira estiver grávida, revela um estudo que acompanhou mais de 3000 casais em África.
A investigação teve em conta informação já disponível segundo a qual as mulheres em gestação ficam mais susceptíveis à infecção pelo HIV, provavelmente devido às alterações que ocorrem no seu sistema imunitário.
As conclusões do estudo foram apresentadas numa conferência em Pittsburgh, informa o site da BBC.
Vários estudos têm sugerido que, durante a gravidez, as mulheres correm maior risco de ser infectadas com o HIV pelos parceiros, mas esta é a primeira vez que os investigadores demonstram que os homens ficam também mais susceptíveis ao contágio se as suas companheiras estiverem grávidas.
O estudo foi levado a cabo no Botsuana, no Quénia, no Ruanda, na África do Sul, na Tanzânia, no Uganda e na Zâmbia, envolvendo 3321 casais em que um dos parceiros era portador do HIV e o outro não.
Dobro do contágio
Ao longo de dois anos, registaram-se 823 gravidezes e as análises mostraram que esse estado aumentava para o dobro o contágio - quer dos homens com SIDA para as suas parceiras saudáveis, quer das grávidas infectadas para os seus companheiros que não tinham o vírus.
No caso das mulheres, além da gravidez existem outros factores que contribuem para o aumento do risco de infecção, enquanto nos homens a relação entre o contágio e o estado das suas parceiras é mais directa.
De acordo com o responsável pela equipa de investigadores, Nelly Mugo, da Universidade de Nairobi e da Universidade de Washington em Seattle, é provável que alterações biológicas inerentes à gestação tornem as grávidas mais infeccios.
Revista Ciência Hoje
Jeycianny Pereira da Silva
Hiperplasia Endometrial

A Hiperplasia Endometrial (HE) é conhecida como a proliferação exagerada do endométrio levando a alterações estruturais, arquiteturais, glandulares e até mesmo citológicas do tecido, variando desde simples proliferações desordenadas vistas em endométrio proliferativo, até quadros de alteração citológica que lembram as alterações presentes no adenocarcinoma bem diferenciado. São várias as alterações da arquitetura endometrial na hiperplasia e, entre elas, podemos citar o aumento do número de glândulas em relação ao estroma; as glândulas apresentam-se ramificadas e com estruturas complexas papilares, ocorre também alterações citológicas que diferem completamente do epitélio endometrial normal.
A prevalência de modificação maligna presente em mulheres com hiperplasia atípica varia de 15 a 30%. Estudos demonstraram, no entanto, que o tempo para que ocorra essa transformação gira em torno de 10 a 15 anos.
Jeycianny pereira da Silva
